111. O homem ranzinza da fila do quilão

Quando é que foi a última vez que eu me senti assim? – eu me perguntava enquanto caminhava em direção à fila do quilão na praça de alimentação do shopping, às 16h de um domingo. Com fome? – eu mesma me respondi. Não, feliz e calma, sua tonta – conclui. Rebobinei os eventos dos últimos Read More …

110. Maria Aparecida, a senhorinha dos cabelos brancos mais lindos do prédio

Eu mal havia aberto os olhos naquela terça de manhã quando ela apareceu, se fazendo sentir a cada milímetro de movimento. Era diferente das outras: latejava forte no canto esquerdo da testa, bem em cima do olho – diferente dos dias em que vinha de mansinho na parte detrás da cabeça. Eu percebi que mover-se Read More …

A bailarina da caixinha de joias que me ensinou tudo sobre a liberdade

Foi lá pelos meus sete anos que as tais caixas começaram a brotar, inesperadamente, lá em casa. Alguém chegava para uma visita no domingo à tarde, fofocava um bocado na sala espaçosa de sofá confortável, comia os deliciosos bolos de fubá e de cenoura de mamãe e, pouco antes de ir embora, abria a bolsa Read More …

109. O catador de papelão que só queria desejar Feliz Ano Novo aos seis filhos

O amanhecer alaranjado – e perfeito – invadia o quarto pela janela. Sensível demais à luminosidade, abri os olhos quase que instantaneamente. Eu adoro amanheceres bonitos, mas acordar àquela hora, naquele dia, me deixou chateada. Aquele era um dos meus últimos momentos de folga e eu sabia que não conseguiria voltar a dormir tão cedo. Read More …

108. O casal de velhinhos que me fez sentir infinita

Enchi a mão de pipoca amanteigada, abri a boca o mais largo que consegui e botei tudo lá dentro de uma só vez. Deixei passar alguns minutos e, quando não vi sinais de uma possível catástrofe, repeti a ação. Uma. Duas. Três vezes. Até acabar o meu saquinho. Aquele era um dos vários testes que Read More …