A bailarina da caixinha de joias que me ensinou tudo sobre a liberdade

Foi lá pelos meus sete anos que as tais caixas começaram a brotar, inesperadamente, lá em casa. Alguém chegava para uma visita no domingo à tarde, fofocava um bocado na sala espaçosa de sofá confortável, comia os deliciosos bolos de fubá e de cenoura de mamãe e, pouco antes de ir embora, abria a bolsa Read More …

Como o parquinho de diversões do bairro ajudou a construir quem eu sou hoje

Foi da poltrona G21 que eu senti, subitamente, um arrepio subindo dos pelos da perna até as costinhas do crânio. Não era, naquela noite, a tradicional campainha de teatro que eu eu estava acostumada a escutar toda vez que ia assistir a um espetáculo. Era mais escandalosa do que o normal: como a que eu Read More …

#Crônica: Os verões na vila

“Bom trabalho, Atlanta”, traduziu, em bom tom, o locutor da tevê ao fim daquelas férias escolares. Eu era muito criança, e deve ser por isso que não me lembro exatamente da cara das pessoas que apareciam na transmissão. Também mal me lembro de sentir frio – e olha que eu sou friorenta, mas era inverno Read More …