113. Steve, o escritor que sorria com os olhos

Estacionei o Jeep que alugamos em frente à caixa de correio de número 805 da R. Avenue. Eu não aparecia ali há exatos sete anos. Entrei pelo quintal arborizado e fui em direção a porta. Se eu estivesse no Brasil, provavelmente diria que o lugar havia sido arrombado. Por ter morado meses ali, não estranhei. Read More …

112. Um pedacinho de mamãe no elevador do prédio

Não vou dizer que as terças-feiras são as piores. Se o fizesse, certamente estaria sendo uma cadela mal-agradecida. Aprendi bastante nos últimos meses, e percebi que não tenho, exatamente, razões para reclamar…  A não ser por aquela data em março de 2017, quando o chão se abriu por inteiro, de forma rápida e apavorante, e Read More …

111. O homem ranzinza da fila do quilão

Quando é que foi a última vez que eu me senti assim? – eu me perguntava enquanto caminhava em direção à fila do quilão na praça de alimentação do shopping, às 16h de um domingo. Com fome? – eu mesma me respondi. Não, feliz e calma, sua tonta – conclui. Rebobinei os eventos dos últimos Read More …

110. Maria Aparecida, a senhorinha dos cabelos brancos mais lindos do prédio

Eu mal havia aberto os olhos naquela terça de manhã quando ela apareceu, se fazendo sentir a cada milímetro de movimento. Era diferente das outras: latejava forte no canto esquerdo da testa, bem em cima do olho – diferente dos dias em que vinha de mansinho na parte detrás da cabeça. Eu percebi que mover-se Read More …

A bailarina da caixinha de joias que me ensinou tudo sobre a liberdade

Foi lá pelos meus sete anos que as tais caixas começaram a brotar, inesperadamente, lá em casa. Alguém chegava para uma visita no domingo à tarde, fofocava um bocado na sala espaçosa de sofá confortável, comia os deliciosos bolos de fubá e de cenoura de mamãe e, pouco antes de ir embora, abria a bolsa Read More …